Um filme em que a guerra é apenas o pano de fundo, mas a temática nos leva a conhecer uma história de amor fraternal. Baseada na história real e autobiográfica dos irmãos Joffo, Os Meninos Que Enganavam Nazistas se passa na Segunda Guerra Mundial (1941-1944). Aos 10 e 12 anos, Joseph e Maurice precisam se separar de seus pais e irmãos mais velhos em razão da ocupação nazista em Paris e a perseguição aos judeus. Eles recebem um pouco de dinheiro de seu pai para escaparem sozinhos da cidade a caminho da Zona Livre. Neste percurso, os garotos ficam presos em meio à guerra e são ajudados, ocasionalmente, pelas pessoas que os encontram, sobrevivendo dia após dia até reencontrar a família e a paz novamente. Maurice é irmão mais velho de Joseph. De início, Maurice parece ser aquele menino que irá pegar no pé do irmãozinho, mas essa impressão logo passa quando o amor fraternal é jogado na nossa cara através das atitudes mais lindas do personagem. Maurice é aquele que se arrisca para defender e proteger irmão a qualquer custo. A cumplicidade torna-se verdadeira na tela o que deixa ainda mais nítido o carinho entre os dois e convence o público de imediato. A química dos dois atores funciona muitíssimo bem e vai encantar da primeira a última cena. Roman é o patriarca da família Joff. Orgulhoso de ser judeu, Roman engole todos os sapos para proteger a sua família, inclusive mentir para manter todos vivos. Junto com ele, temos a mãe.Anna arranja todas as forças para aguentar a separação da família e, por mais que isso doa, ela confia e acredita que os filhos se sairão bem estrada afora. A cada reencontro entre pais e filhos, a emoção bate forte no peito tornando todas as cenas inesquecíveis. O final não entra em detalhes, mas dá a entender sobre o destino de alguns personagens que, obviamente, ficam claros para o espectador. Os Meninos Que Enganavam Nazistas conta uma história verídica sob o olhar de uma criança que sobrevive a um dos momentos mais tristes já registrados na história mundial. A trama ganha força com sua carga emocional e ganha um desenvolvimento delicado, terno e com toques de humor, em que o espectador não vai ver mais uma história de guerra e, sim, a história de amor de dois irmãos que sobrevivem aos nazistas e se reencontram para viver suas vidas felizes novamente. É um filme que, com certeza, vale a pena assistir, pois essa é uma história que ficará em sua mente por um bom tempo.
Michel Ange, Magritte , Botticelli, Frida Kahlo, Murillo, De Chirico, Gambogi , Homer, Churchill,Casas, Eyck, Botero , Snyders , Campi, Modigliani, Key, Renoir. Assim são os pintores pela ordem apresentada.
Que impressão você gostaria de deixar quando tudo acabar? Às vezes bate aquela sensação de que não temos o controle. Parece que somos um grande ônibus seguindo as indicações dos passageiros que nos acompanham na viagem. Acatamos decisões que as pessoas nos recomendam e acabamos por tomar outra direção, bem diferente da que tomaríamos se seguíssemos a intuição dos nossos valores.
A insegurança é uma bagagem que pesa demais, pesa no corpo e aprisiona o espírito, arranca a liberdade, o gosto por ser livre. O inseguro quase nunca está certo de suas decisões e se torna dependente de que outros as tomem por ele. Nisso a vida vai passando, o tempo correndo veloz sem esperar por ninguém. Porque o tempo não espera, a vida não estaciona a esperar que façamos nossas escolhas com calma.
E é por saber que tudo está em movimento, que a vida corre a galope, que optamos rápido pelo caminho que nos parece mais ideal aos nossos propósitos. E nisso, independente do resultado, de alguma forma já estaremos perdendo alguma coisa, porque toda escolha implica numa perda, mas nos daremos por satisfeito se os ganhos superarem a perda. E isso é bom quando a decisão partiu da gente, quando não nos orientamos apenas pelas vozes do senso comum, quando não apenas seguimos as placas indicadoras deixadas por outros.
Você é quem melhor sabe o que é melhor para você, mas a pressão que vem de fora quer te fazer acreditar que não, que o caminho padrão traçado pela sociedade é que é por onde você deve trilhar. Sair desse caminho, tentar uma trilha alternativa, tem um preço que a maioria não está disposta a pagar. Você está disposto a pagar? talvez esteja, talvez não; pode ser que se atraia mesmo pelo convencional, por seguir no estouro da boiada ainda que tenha que sacrificar seus valores.
Valores são direções de vida
Para começar, um valor não é um resultado em si mesmo, não é um objetivo; um valor não se esgota, está sempre ali. Os valores definem as palavras que você vai usar para moldar o argumento de sua vida: aceitação, persistência, ordem, conformidade, imparcialidade ou intimidade. Uma longa lista composta de direções que permite decidir quais metas são as que realmente importam.
Portanto, uma vida valiosa é o resultado de agir a serviço do que você realmente valoriza. O problema é que muitas vezes não sabemos identificar quais são esses valores e como eles se relacionam com nossas áreas vitais. São nove as principais áreas que compõem a nossa vida: relações familiares, relações íntimas ou de casal, relações sociais, trabalho, educação, lazer, espiritualidade, cidadania e saúde.
“A maturidade é alcançada quando uma pessoa adia prazeres imediatos por valores de longo prazo”
-Joshua Loth Liebman-
Para cada área damos um nível de importância e em cada um agimos de forma diferente para resolver os obstáculos que surgem. No entanto, o caso é que muitas vezes as soluções que implementamos não coincidem com nossos princípios. É por isso que fazemos coisas que nos arrependemos ou bloqueamos ao tomar decisões. Tudo isso nos leva a nos sentirmos sobrecarregados, exaustos ou perdidos.
Lamentos na hora errada
Bronnie Ware, uma enfermeira canadense, coletou ao longo de vários anos os últimos arrependimentos de seus pacientes na unidade de cuidados paliativos. Um artigo publicado mais tarde pela Harvard Business Review corroborou isso,há cinco lamentos comuns que se repetem em pessoas que vão morrer:
• Eu gostaria de ter vivido uma vida fiel a mim mesmo e não o que os outros queriam.
• Eu gostaria de não ter trabalhado tanto e ter tido mais tempo com meu parceiro e minha família.
• Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
• Eu deveria ter contatado mais com meus amigos.
• Eu gostaria de ter me feito mais feliz.
As pessoas se arrependem de perder as rédeas de suas vidas, de terem perdido tempo com seus entes queridos, não tendo se expressado para evitar conflitos com os outros ou por medo. Somos pegos em um conformismo medíocre. Nós enjaulamos nossa rotina e deixamos de lado o tempo e o esforço que merecem o que realmente importa para nós.
A felicidade é uma escolha, o medo da mudança nos prende a hábitos que não produzem satisfação. Passamos mais tempo fazendo os outros acreditarem que somos mais felizes do que realmente somos.
Você escolhe aonde ir
Pense que a chave está em antecipar essa frustração, encontrar nossos valores e estabelecer objetivos que deem sentido às viagens que escolhermos. Os profissionais da psicologia ajudam as pessoas a passar da fala para a ação. O primeiro passo é identificar seus valores e sua hierarquia com base no momento vital em que você se encontra.
A partir daí, metas de curto e longo prazo são estabelecidas. Ou seja, os valores formarão os pilares sobre os quais estaremos estabelecendo objetivos ao longo do tempo. Objetivos que realmente nos dão sentido e com os quais teremos a oportunidade de nos aperfeiçoar e nos sentirmos confortáveis.
Mais tarde, concretizaremos e planejamos esses objetivos em ações. Esta é a parte que dá mais medo por causa das dificuldades que antecipamos. Fazer mudanças nos causa insegurança e queremos fugir para evitar enfrentá-las. Da psicologia trabalhamos ao longo do processo para superar obstáculos e barreiras. Pense que não há bem-estar maior do que o alcançado por meio de escolhas próprias.
“Abra seus braços para mudar, mas não deixe seus valores”
O filme descreve uma das piores investigações de todos os tempos: um grupo de corajosos jornalistas denunciou uma sucessão de abusos sexuais e obrigou a Igreja Católica a prestar contas.Merece destaque a forma como a obra aborda o trabalho jornalístico, mostrando como uma imprensa livre e atuante é fundamental nas sociedades democráticas
Dirigido por Tom McCarthy,Spotlight apresenta uma história verídica. No começo dos anos 2000, uma equipe de jornalistas investigativos do jornalThe Boston Globedecidiu apurar as suspeitas de que a cúpula da Igreja de Boston estaria acobertando casos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos.
É a partir dessa trama que o espectador é convidado a conhecer os bastidores da redação de um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos. Com oBoston Globeem crise financeira e sob o comando de um novo diretor, o clima entre os jornalistas é tenso. O diário mantém uma unidade especial – chamada justamente Spotlight – para trabalhar em pautas investigativas, que demandam um enorme trabalho de apuração e tempo para checar todas as informações. A partir de uma notícia que mencionava um padre acusado de molestar sexualmente uma criança, o novo diretor pede à equipe de Spotlight para verificar se eles estavam diante de um caso isolado ou uma prática disseminada.
O filme descreve uma das piores investigações de todos os tempos: um grupo de corajosos jornalistas denunciou uma sucessão de abusos sexuais e obrigou a Igreja Católica a prestar contas. Em janeiro de 2002, o jornal The Boston Globe publicou uma série de reportagens que chocou o mundo. É de arrepiar, é de indignar qualquer um, mas centenas de crianças em Boston foram molestadas sexualmente por padres. Sim, padres! Pessoas que os próprios pais confiaram durante anos para cuidarem, rezarem e realizarem estudos com os filhos. Segredos Revelados mostra o quão passiva e acobertadora foi a Igreja Católica ao longo dos anos, quando optou por esconder os muitos padres abusadores sexuais de menores. Isso mesmo, a Igreja escondeu por décadas muitos sacerdotes que, com a certeza da impunidade e, usando roupas e hábitos religiosos, violentaram muitas crianças, meninos, em sua imensa maioria. O mais horripilante é que, certos de sua impunidade, os padres agiam com o aval das autoridades religiosas, eles acobertavam seus crimes por décadas e a prática aumentava cada vez mais, principalmente quando uns flagravam o padre abusando sexualmente dos pequenos garotos. É para acreditar? Não. É triste demais!!!. É triste saber que tudo é verdade, que existem pessoas tão frias. Como pode um padre fazer uma maldade com uma criança de 10 anos? Lembrando que não foi com apenas um, dois ou três garotos, mas com quase 200 casos que foram revelados/denunciados (fora os que não tiveram coragem de denunciar). Como imaginar que alguém faria algo tão repugnante? É difícil cair a ficha, a história parece ser outra, mas não, a obra é um choque de realidade e o leitor só tem vontade de chorar por cada crime cometido por eles. Como se isso não fosse o bastante, as reportagens ainda revelam a obscena quantia gasta pela Igreja Católica com acordos para comprar o silêncio das vítimas cujas vidas foram devastadas por pedófilos que vestiam o hábito e tinham o Pai Nosso na ponta da língua.
“Ter ansiedade é normal, normalíssimo”, explica Ana Beatriz. “Para o cérebro, ansiedade e medo são a mesma coisa. O grande problema da ansiedade não é ter, é quando ela ocorre em excesso e começa causar problema, o que a gente chama de 'transtornos de ansiedade'." O importante, de acordo com a psiquiatra, é não adoecer disso e não apelar para remédios como uma solução fácil. "Todo mundo pede (remédios) e eu evito ao máximo dar. Por exemplo, tarja preta, que são os calmantes (...), as pessoas tomam como se fosse água”, revela. “É muito bom o ‘calmante S.O.S.’ (para casos agudos), quer dizer, calmante não é tratamento.” Existem três palavras básicas que praticamente são a mesma coisa: estress,medo e ansiedade. Estress: são as alterações bioquímicas que acontecem no organismo quando eu vivencio uma situação de medo ou de ansiedade. Medo e ansiedade são a mesma coisa; a diferença é que no medo eu tenho a reação de fugir ou de lutar. Ansiedade é um medo subjetivo. O grande problema do homem moderno é não saber o seu propósito na vida e muito menos o sentido da mesma. O SENTIDO da vida é usar nossos talentos, nossos dons e fazermos isso para sermos pessoas melhores para nós e para os outros também;o PROPÓSITO é compartilhar isto com o máximo de pessoas. A maioria das pessoas vivem em movimento de manada. Dar sentido à vida é lembrar que nós estamos aqui não para sermos satisfeitos o tempo todo! Nós estamos aqui para evoluir e a evolução passa por sair da zona de conforto e ir em direção ao outro. Querendo ou não, nenhum de nós está desconectado do outro. Temos mudar nossos parâmetros: "Outros circuitos muito pouco utilizados que são os circuitos da empatia, os circuitos gentileza e o circuito da compaixão... abrir circuitos da generosidade, da solidariedade." Real sentido da vida!!!
Ela mora sozinha há muitos anos. Gosta, pois leva a vida do jeito que quer, não há ninguém em volta fiscalizando as manias. Mas sente uma ponta de inveja de lares ocupados por muita gente, famílias numerosas. Preferiria ser mais requisitada, já que são longos os momentos sem companhia. Já a ouvi reclamar de passar um dia inteiro sem escutar a própria voz. Até que veio o coronavírus e obrigou o isolamento de todos. Deixou de ser uma escolha, e sim um ato compulsório. E, para minha surpresa, ela não reclama mais, está adorando os dias de leitura, introspecção e silêncio. Mas se a rotina já era desse jeito, o que mudou?
É que agora não é só ela que está em casa, mas toda a cidade. Ela já não é diferente da maioria dos amigos. A solidão deixou de ser um problema apenas dela. É um assunto que sempre me atraiu. Acredito que ter uma relação cordial com a solidão é a saída para evitar perturbações mentais. Quem encara a solidão como uma terrível ameaça acaba comprometendo as experiências afetivas. Os vínculos se tornam asfixiantes em vez de naturais. As relações sociais tornam-se mais obrigatórias do que espontâneas. É difícil aceitar que as pessoas chegam, ficam e um dia vão embora de nossas vidas. Essa dinâmica inevitável nos obriga a passar por momentos de resguardo eventual ou prolongado, o que conduz a um encontro profundo com a gente mesmo. Para alguns, é assustador.
Não sou nenhuma ermitã e considero que ter amigos é sagrado. Lamento pelos que se encarceram numa existência sem vínculos – essa, sim, uma solidão corrosiva. Bem diferente de quem pode se dar ao luxo de passar temporadas sem contato, pois sabe que não existe distância entre os que preservam laços vitalícios. Muitas pessoas moram sós.
"Quando a pandemia passar, voltarão a caminhar pelas ruas, ir a bares, ao cinema, encontrarão pessoas e continuarão sós, e não há vergonha nenhuma nisso. Sei que conviver é fundamental, um hábito que até ajuda a imunizar: ficamos mais saudáveis ao sermos tocados, abraçados, beijados. Mas não precisamos ter nossa vida testemunhada 24 horas por dia.
Sozinhos, agimos como anjos. Não mentimos, não julgamos os outros, não agredimos ninguém. “Sozinha não há céu que me rejeite” – verso de um poema que escrevi 25 anos atrás, quando me parecia interessante esse benefício da solidão: a de impedir que fôssemos uns malas. Hoje se mente, se julga e se agride pelo Twitter, pelo Facebook. Meu verso caducou. Então, aproveitemos o cativeiro para valorizar as demais vantagens da solidão: autoconhecimento, paz de espírito, concentração, relaxamento. E, se conseguirmos ignorar o celular (como há 25 anos, quando ele não existia), a vantagem sublime de não sermos atazanados e de não atazanar ninguém.
O enredo mostra o cotidiano das cegonhas, que devem entregar nas casas as suas respectivas encomendas, que no caso correspondem à bebês, cachorros, gatos etc. Para isso, elas viajam constantemente até as nuvens brancas para pegar as crianças da vez. Entretanto, Gus é uma nuvem isolada por ser cinzenta e aparentemente, chuvosa.
Gus tem o seu diferencial, a sua cegonha, que ao contrário das outras, está extremamente cansada e mal cuidada. Não tardará muito para que entendamos o porquê da aparência tão desgastada da ave. Gus é responsável por criar filhotes de animais selvagens, exóticos e perigosos, como um jacaré, um porco espinho, entre outros. Tendo que lidar com esse problema, a cegonha Peck já está ficando exausta de ter que levar pancada de todas as suas encomendas e, obviamente, Gus não percebe que há algo de errado com seus bebês.
É mais uma vez a velha história do patinho feio, e apesar de ser invariavelmente bela, deixa o espectador a todo o momento impactado; e quando este menos espera, acontece algo inesperado e surpreendente ainda que pareça tão simples.
Observamos ao final o valor da amizade e do trabalho em equipe. Gus e Peck tornam-se amigas e aquilo que parecia tão assustador começa a ter um novo sentido, pois através de uma armadura ( que a sua amiga nuvem oferece) deixa-a confortável para a realização da sua tarefa desafiadora,superando assim, os obstáculos mais difíceis.
A música e as cores vivas que ressaltam os personagens (que por sinal são muitos carismáticos), dão um plus na estória. Parcialmente Nublado merece ser visto e revisto diversas vezes pelo conjunto da obra, que é absolutamente linda.