Este final de semana
fui à praia de Porto de Galinha localizada no município de Ipojuca que fica a 64
km de Recife.
Acordava cedinho
para caminhar e curtir o mar com suas águas morninhas e sem ondas, onde
podíamos ver os peixinhos ao nosso redor... muitooo lindo...pura gratidão!!!
Abaixo está um pouco
da história deste lugar cheio de beleza , paz e harmonia que nem sempre foi
assim...Já houve muito lamento e sofrimento neste paraíso onde os coqueiros e o mar
são testemunhos.
No século XV, em
plena descoberta do Brasil, o lugar era habitado pelos índios Caetés, onde
predominou o tráfico do pau-brasil. Daí em diante, até o final do século XVI, o
lugar foi abandonado porque os índios não deixavam sair madeira nem açúcar do
lugar, mas retornou no século XVIII com o desembarque clandestino de escravos.
Uma das primeiras
áreas do Brasil ocupada pelos portugueses, Pernambuco tornou-se um grande
produtor de açúcar e durante muitos anos foi responsável por mais da metade das
exportações brasileiras. Essa riqueza atraiu novos colonos europeus que
construíram no estado um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos da América
Colonial.
Antigamente, Porto
de Galinhas era chamada Porto Rico, devido à extração de Pau Brasil. Há 350 anos, após a
abolição da escravatura, os negros continuavam sendo escravizados
clandestinamente.
Desviados de Recife, onde havia fiscalização, os negros
desembarcavam nesta praia escondidos em engradados de galinhas-d’angola.
Quando os escravos
chegavam para serem vendidos, contrabandeados.
A chegada dos escravos na beira
mar era anunciada pela senha "Tem galinha nova no Porto!". Por causa
disso, Porto Rico ficou conhecida como Porto das "galinhas". Daí
surgiu o nome Porto de Galinhas. Hoje as galinhas fazem parte da ornamentação
da cidade. Por todo lugar você encontra a imagem de uma galinha.
Hoje li algo que reforça à
questão de sermos gratos por tudo e por todos que nos cercam. “ Uma maneira de desenvolver o nosso senso de
gratidão pode ser prestar mais atenção à beleza que há ao nosso redor. Mesmo
acontecimentos aparentemente pequenos, tais como satisfazer nossa sede com um
copo de água gelada, ou regalar-se sob um acolchoado numa manhã tempestuosa,
observar a brisa sob um pé de dente-de-leão ou ouvir coros de griloscantando numa noiteem que há uma lua de ouro, são coisas que, se
olhadas de forma respeitosa, podem despertar nossa gratidão.Infelizmente, nossa falta de gratidão
se manifesta sob inúmeras maneiras, algumas delas nem sempre óbvias. Por
exemplo: muitos de nós corremos, apressadamente, pela vida- ignorando suas
maravilhas, enquanto avançamos, seguindo uma hesitante lista de atividades.
Passamos por paisagens que explodem em cor, mas que nós mal percebemos.
Devoramos nossa comida, sem nem mesmo dizer um silencioso obrigado à coisa viva
que deu sua vida para que pudéssemos nos alimentar. Outras pessoas fazem coisas
boas ou úteis, mas nós minimizamos seus esforços ou manifestamos uma apreciação
inadequada pelos serviços realizados.”
Quero dizer que sinto imenso prazer em poder olhar e sentir a Natureza que a cada dia me surpreende e me encanta! Um por do sol; as nuvens com as suas formas e cores surreais; o mar com os mistérios que só pertence a ele......é tudo tão Sagrado...
AMOOOOO a LUAAAAAAAA!!!!
A Lua, quando ela roda, é Nova! Crescente ou meia. A Lua! É Cheia! E quando ela roda, minguante e meia
Depois é Lua novamente ...Diiiizz!...
Mente quem diz que a Lua é velha!!!! Menteeee quem dizzzzz....
Na escola, nos
disseram que as células do nosso cérebro são insubstituíveis. Uma vez que
morrem, não voltam a se regenerar.
Sandrine Thuret,
neurocientista e pesquisadora de uma das mais renomadas universidades do mundo,
o King’s College London, está fazendo a comunidade científica pensar diferente.
Ela conseguiu provar que
nossos neurônios podem sim, se regenerar e se renovar, mesmo em pessoas idosas.
Segundo ela, todos
os dias, um humano adulto produz cerca de 700 novos neurônios em uma região do
cérebro chamada hipocampo, o que significa que quando essa pessoa chegar aos 50
anos, todos os neurônios que tinha quando era criança, já terão sido renovados.
Até bem pouco tempo,
acreditávamos que com o passar da idade, o cérebro ia se atrofiando até que as
células morressem.
Com as novas descobertas,
surgiu um termo ainda pouco conhecido para essa renovação celular: a
neurogênese.
A própria origem da palavra
já é capaz de dizer o que ela significa – o processo de formação de novos
neurônios no cérebro. Acreditava-se que a neurogênese ocorria apenas no
desenvolvimento do cérebro (na formação do indivíduo ainda como feto) e não que
ela continuava durante toda a vida.
A esperança, enfim, chega
para pessoas que sofrem de doenças degenerativas do cérebro, como o Alzheimer.
Além disso, acaba-se aquele velho preconceito de que a idade nos torna menos
propensos a aprender algo novo.
Veja o que a própria
Sandrine fala sobre o assunto:
Depois disso tudo, fica a pergunta: o
que podemos fazer para aumentar a renovação celular e nos mantermos sempre
jovens?
A melhor resposta começa por uma
alimentação saudável, rica em nutrientes e, sobretudo, variada. Claro,
acompanhada de uma atividade física regular e diária.
Se feito com moderação, ele é capaz de promover uma verdadeira limpeza
de células e neurônios em geral, isso graças à queima de calorias sendo
realizadas.
Não dá para saber até que ponto essas informações poderão mudar nosso
futuro, mas é seguro acreditar que um cérebro jovem tem menos a ver com a idade
do que com a prática do pensamento, de exercícios e uma boa alimentação.
Filme impactante e
doloroso. Meus sentimentos ficaram à flor da pele quando assisti. Tanta miséria que você não sabe como pode contribuir para minimizar....Nadine traz vários temas para debate: trabalho infantil, pobreza, tráfico de droga, casamento com menores, refugiados..
Filme libanês da Nadine
Labaki que levou o grande prêmio no Festival de Cannes.
Conta a história de uma criança de 12 anos (Zain) , na verdade ele
não é um ator profissional, mas um refugiado Sírio que foi para o Líbano, fugiu
da guerra da Síria com a família e lá a diretora o encontrou nas ruas. Hoje ele
se encontra na Noruega, ganhou passaporte norueguês e se mudou para o novo país
com a família em 2018. Ele agora frequenta a escola pela primeira vez na vida e
quer ser ator. “Hoje vi pela primeira vez ele assinar seu próprio nome. Foi
emocionante “, contou Labaki.
Tudo começa num tribunal ,
pois o menino quer processar os seus pais por ter nascido e é revoltado com a
vida miserável que leva.
Basicamente ele não sabe quantos anos tem porque a sua família
nunca registrou nada. Os pais vivem num cortiço com vários irmãos menores. É
ele quem cuida das crianças pequenas, assim como trabalha como vendedor de rua.
Quando Sahar, a irmã de quem
é mais próximo menstrua, para desespero do menino que sabe que os seus dias
estão contados naquela família, faz o possível para os pais não saberem deste
acontecimento. Se os pais sabem irão vendê-la. A relação dele é de um afeto e cuidado incomensuráveis. Emocionante!!!!
Cansado dessa situação e muito apegado à sua irmã Sahar, ele planeja uma fuga para os dois. Fugir dos pais
abusivos; porém, sua irmã (assim como muitas meninas mundo afora) foi “vendida”
para um homem mais velho num casamento forçado. Isto é, foi trocada por umas
galinhas.
Zain fica revoltado e foge de casa, abandona o lar e descobre um
mundo ainda mais difícil, dormindo nas ruas... Encontra uma imigrante Etíope e
faz amizade com ela. Ela está no país
sem licença e tem uma criança novinha que é igualmente encantadora!. Quando ela
é presa, Zain fica cuidando da criança. A relação entre eles é encantadora.
Capharnaum desenvolve a
longa jornada de sobrevivência de um garoto de temperamento forte e maturidade
inesperada para a idade. Retrata a desigualdade social e a pobreza.
No final da história há
uma discussão sobre moral e ética.
A diferença de cultura é
um ponto a destacar, pois em alguns momentos além de impactante pra nós do Ocidente, embora saibamos que alguns contextos não estão fora da nossa realidade, dá uma
sensação de estranhamento.
No final, o juiz pergunta:
“ o que você quer dos seus pais?” E Zain responde: “ Quero que eles parem de
ter filhos”.
O processo do filho contra
os pais é ficção, mas todo o resto é baseado em pesquisas e entrevistas que
Labaki fez com crianças em favelas, instituições e centros de detenção para
menores no Líbano, durante três anos. Ao final de cada conversa, perguntava se
a criança estava feliz de estar viva.
Neste capítulo Gibran irá dar continuidade à ideia do
amor. Ele complementará os reflexos do amor e da inteligência no nosso mundo
concreto. O autor se inspira na filosofia Oriental como na Ocidental para falar
sobre os temas abordados, e em relação à razão e paixão, para ele são duas
ferramentas altamente úteis se soubermos usar.
Se soubermos usar a razão,
desenvolveremos inteligência; se você souber desenvolver a paixão, desenvolverá
AMOR. E esses dois sentimentos serão sintetizados num impulso de realização que
é a VONTADE (capacidade do homem de mudar a si próprio e mudar o mundo. Vontade
de determinação, transformação interna e externa.
Agora se você usa esses dois
sentimentos para baixo, terá a SOMBRA da vontade, que é o impulso cego (sem
inteligência e sem amor).
Se o homem não sabe lidar com
a razão e a paixão, fica nesse desequilíbrio usando mais uma do que a outra;
ele nunca chega a conquistar amor e inteligência.
Na Idade Média o homem foi
totalmente passional; chega na Idade moderna, totalmente racional. O homem
ainda não encontrou um meio termo, aonde ele equilibre todas as coisas que tem
dentro dele e as use como ferramentas: todas com o mesmo valor.
Sempre identificamos como uma
parte de nós, às vezes como um trauma, preconceito, e não como centro de
sabedoria ( que administra e usa tudo isto).
Gibran vai tratar deste
aspecto: o desequilíbrio do homem que descrimina uma parte de si mesmo e
portanto deixa de crescer, de atingir o seu ápice de possibilidades, que faz
dele um verdadeiro SER HUMANO.
E a sacerdotisa se adiantou novamente e
disse:
-Fala-nos
da Razão e da Paixão!
E ele respondeu
dizendo:
Foi a sacerdotisa quem
perguntou sobre o AMOR e agora pergunta sobre a RAZÃO e a PAIXÃO. Sendo ela uma
sacerdotisa, tem a preocupação com a sacralização da VIDA, ou seja, ela faz com
que todos os elementos que existem dentro do homem faça sentido, possa ser
utilizado para fazê-lo crescer e ajudar a humanidade.
Existe um antropólogo do
século passado que diz: “ O sagrado é a função de dar sentido”. Uma flor quando
desabrocha na primavera é sagrada; o sol quando nasce pelas manhãs é sagrado
porque faz exatamenteo que corresponde
a ele. O homem quando desperta para virtudes, valores e sabedoria é sagrado
porque está fazendo exatamente o que se espera dele como homem.
Se as flores deixarem de desabrochar
nas primaveras, perderíamos muito. Se o sol deixasse de nascer, morreríamos
todos. Se o homem deixa de realizar-se de valores, virtudes e sabedoria irá se
desumanizar. É ingênuo achar o que falta para a humanidade são coisas
materiais.
O que falta para humanidade
são homens.
A fome existente no mundo é
falta de comida ou de fraternidade? É falta de bens materiais ou de
honestidade?
Então Almitra, como
sacerdotisa, a função dela naquele povoado era a sacralização da vida. Fazer
com que o homem aprendesse a lidar consigo mesmo.
Ela esbarra com uma grande
dificuldade que esbarramos todos nós: o domínio da razão e paixão / saber
usá-la. Temos de ter uma identidade acima das duas. Se eu acho que sou a razão;
eu nego a paixão. Se eu acho que sou a paixão; eu nego a razão. Se eu acho que
sou um ser que tem uma essência imortal, que presencio essas coisas como uma
caixa de ferramentas aberta na minha frente
O homem não sabe controlar a
si próprio se ele se identifica com fenômenos passageiros. Ele acha que ele é
os seus defeitos, suas paixões.
Nós viemos aqui para saber
lidar conosco mesmo, mas isto só é possível quando houver uma
desindentificação.
Exemplo: Quando você quer
educar uma criança ou um animal, se você se identifica com ele, você não
consegue.
Numa relação de pai e filho às
vezes vivemos um equívoco de que o pai é amiguinho do filho, quando o filho
psicologicamente precisa do amiguinho, mas também precisa do papel do pai. Por
que se o pai resolve ser o amiguinho, quem vai ser o pai?Vai haver um vácuo psicológico na vida desta
criança e o pai não tem autoridade. Não tem capacidade de ajudar esta criança a
amadurecer e ser formada. Por quê? Porque ele se identifica com ela, ao invés
de ser capaz de conduzi-la de fora, ocupando o seu papel. Resumo: Quando você
se identifica com algo, você não tem autoridade sobre ele.
O filósofo Sêneca disse:
“Certifica-te de ver morrer os teus defeitos, antes de ti. Assiste ao menos ao
funeral de um ou dois.”
Vossa alma é frequentemente um campo de
batalha
onde vossa razão e
vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite...
Fica uma guerra. Como todos os dois são você mesmo, seja
quais dos dois que vier, você perdeu.
É uma forma de lidar com a realidade que deixou de ter.
No Egito existe um livro: Caibalion ( que são as leis de
Hermes Trimegisto no qual explicaem 10
leis o Universo manifestado).
Tem um princípio que é o da neutralização que diz: “você
só consegue administrar um conflito quando a tua consciência pula para um
patamar superior.”
A partir daí tua consciência vai perceber o que é justo,
coerente, sensato ou não...pois não há mais desejos, porque entrou a justiça.
Uma das coisas bonitas entre razão e paixão que culmina
em AMOR é a raiz desta palavra que vem de uma língua proto-indo-europeu, que
vem provavelmente desta sílaba que o bebê pronuncia quando chama pela mãe: “ma...ma...ma...”
Ele compreende na mãe, não só aquela que vai dar o
alimento, o seio... mas aquela que vai protegê-lo, aquela que vai dar amor,
algo que o protege e envolve sem interesse porque só quer o bem dele, onde se
sente seguro.
O amor é a confiança de que alguém não está querendo algo
de você, alguém que quer sóo teu bem e
vai alimentar no nível físico, psicológico, mental e se possível até no
espiritual porque ela irá dar tudo que ela tem de melhor sem querer nada em
troca.
Evidentemente para podermos julgar com amor uma disputa
qualquer teríamos que não ter desejos, não termos interesse. A consciência está
no patamar mais elevado. E aí podemos julgar quando é hora da razão e quando é
hora da paixão e não negar nenhum dos dois. Qualquer potencial humano negado,
perdemos nós como seres humanos.
Pudesse
eu ser o pacificador de vossa alma,
transformando a discórdia e a rivalidade
entre vossos elementos em
união e harmonia.
Al Mustafá se coloca: “quem pudera eu harmonizar isto em
vocês”. Sabe por quê? Se eu não harmonizar ou vocês mesmos se harmonizareme ficarem com este desequilíbrio: passionais
demais ou racionais demais você será explorado e manipulado. É uma das coisas
mais verdadeiras da história.
Como nasceu o uso dapalavra exploração. É difícil saber
como surgiu ...mas sabemos que na Grécia, um grupo de cidadãos (os sofistas)
manipulavam as pessoas na Grécia Antiga e usavam duas coisas para manejar e
manipular com maior facilidade. Existe uma dualidade no ser humano que é muito
conhecida ao longo da história: Quando a paixão se eleva, a razão baixa e
vice-versa. O homem não consegue equilibrá-la no mesmo patamar.
Então a pessoa que está muito
racional, em geral não está sentindo nada; ou quando ela está muito passional,
no geral não está pensando.
Sabe como se faz isto num discurso quando alguém quer
manipulá-lo?
Num discurso você vai
fundamentando bem o teu argumento racionalmente, cita várias autoridades no
assunto, conquista a confiança do público... Quando você conquistou a
confiança, ou seja, nos 10 a 15 minutos iniciais, você depois, joga um
argumento muito emocional gerando um clímax. Na emoção as pessoas não pensam,
você dá uma pequena desviada da lógica: 2 a 3 graus...desvia e desce...continua
fundamentando racionalmente : cita Platão, exemplos que todos concordam;
conquista um pouco mais de confiança, gerando um outro clímax emocional,
ninguém pensa...mais uns 3 ou 4% de desvio. Logo, você é capaz de conduzir as
pessoas para 90% de desvio ou mais. Todo bom manipulador,tem um bom assessor que conhece lógica.
Máxima Universal: Cuida dos
teus defeitos para não seres explorados por ele. O desequilíbrio entre razão e
paixão abre uma fresta porque quando ficamos passionais não temos controle
sobre isto e não raciocinamos. Quando estamos muito racionais, movidos pelo
interesse, não sentimos nada e essas coisas são uma fresta de desequilíbrio.
Mas como
poderei fazê-lo,
a menos que vós
mesmos sejais também pacificadores,
e mais ainda,
enamorados de todos os vossos elementos?
O tempo inteiro estamos exercitando habilidades e às vezes nos deixamos levar pelas emoções e acabamos exercitando habilidades que não gostaríamos de ter. É importante refletirmos o que estamos fazendo para nos tornamos pessoas melhores. Podemos
ser especialista em ser gentil , em fazer o bem, em "ser instrumento de
paz e amor'.
Este garoto Ali Sheraze é sensacional interpretando a mensagem de Prem Rawat ! Ter a consciência de que somos
diferentes, imperfeitos e a prática de rir de nós mesmos faz com que a vida
seja um pouco mais leve diante de dissabores que ocorrem no dia a dia. Luzzz e vida bela para nós!!!
Há uma estória indiana de um homem que era um ateu e agnóstico, um raríssimo tipo de postura na Índia. Ele era uma pessoa que desejava livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da direta experiência da Verdade. Ele atraiu discípulos que costumavam se reunir a seu redor toda semana, quando ele falava a todos sobre seus princípios. Após algum tempo eles começaram a se juntar antes do mestre aparecer, porque eles gostavam de estar em grupo e cantar juntos. Eventualmente foi construída uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o mestre agnóstico. Após sua morte, tornou-se uma prática entre seus seguidores fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em uma mesa especial a imagem do mestre era mostrada em uma moldura de ouro, e as pessoas deixavam flores e incenso lá, em respeito ao mestre. Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem, que em vida não praticava nada disso, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava freqüentemente a pessoa a se iludir no caminho da Verdade.
"Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos. Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida."